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Benfica quer fazer história na Liga dos Campeões Feminina

Atualizado: 13 de Dez de 2020



O Sport Lisboa e Benfica fazia campanha histórica em sua primeira participação no Campeonato Nacional Feminino, na temporada 2019-2020, consequência do elevado investimento do clube na modalidade e, também, da disparidade em relação a outras equipes. Veio, então, a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), que cancelou o restante da competição e adiou o sonho da conquista inédita das Gloriosas.


Embaladas pelos títulos da II Divisão, Taça de Portugal e Supertaça de Portugal, as Encarnadas brigavam ponto a ponto com as arquirrivais do Sporting pelo posto máximo do principal torneio de futebol feminino do país. Em 15 rodadas, somavam 14 vitórias (uma delas sobre as sportinguistas, em casa, por 3 a 0; a maior delas, um impiedoso 24 a 0, também em seus domínios, frente ao Cultural A-dos-Francos) e somente uma derrota (para o próprio Sporting, fora de casa, por 3 a 2), ou seja, 42 pontos. Mesma pontuação das Leoas, mas com vantagem no confronto direto, o primeiro critério de desempate. Dentro das quatro linhas, as benfiquistas anotaram 101 tentos e sofreram apenas quatro, totalizando um saldo avassalador de 97 gols.


Como liderava o Campeonato na época da paralisação, o Benfica conquistou o direito de participar, pela primeira vez, da Liga dos Campeões Feminina, a maior competição interclubes do futebol feminino europeu. E está vivo na briga por uma vaga na fase de 16 avos de final - o clube entrou nos primeiros estágios porque Portugal se encontra no 24º lugar do Coeficiente da Uefa. Todas as fases, vale lembrar, estão sendo disputadas em mata-matas, com portões fechados, por causa da Covid-19. A primeira e segunda fases eliminatórias são realizadas em jogo único; as fases restantes, em partidas de ida e volta.