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Frankfurt x Benfica (2-0) – Enfim sós

Admito que quando me juntei à malta do costume para ver o jogo e beber uns copos não ia com muita confiança, mesmo partindo com uma vantagem de 4-2 na eliminatória. Por um lado, os alemães tinham demonstrado na Luz que são uma grande equipa, jogando olhos nos olhos mesmo com 10 homens desde os 20min; por outro, tinha o receio que o Benfica se apresentasse neste jogo novamente em modo poupança, aproveitando para rodar jogadores e, acima de tudo, mudando a sua forma de jogar para não causar tanto desgaste.

Mas ontem não vimos nada disto. E já não tínhamos visto nada disto em todos os outros jogos europeus e na eliminatória da Taça frente ao Sporting que terminou, tal como ontem, numa derrota com sabor amargo.

Bruno Lage estabeleceu uma identidade fortíssima nesta equipa que assenta em pressão alta, futebol rápido, objectivo e apoiado e, finalmente, reacção rápida à perda da bola actuando como um bloco. Esta fórmula permitiu-nos recuperar 7 pontos no campeonato, vencer no Dragão, Alvalade, esmagar o Nacional por 10-0 e, acima de tudo, criar um elo fortíssimo entre a equipa e os adeptos que estavam absolutamente deliciados com o que viam.


Mas ontem não vimos nada disto. E já não tínhamos visto nada disto em todos os outros jogos europeus e na eliminatória da Taça frente ao Sporting que culminou, tal como ontem, numa derrota com sabor amargo. Aparentemente o verdadeiro Benfica, aquele que nos apaixonou com as suas exibições avassaladoras, está exclusivamente reservado para o campeonato e tudo o resto parece ser encarado como uma formalidade a cumprir por obrigação. Bruno Lage parece convencido que a equipa só tem capacidade para lutar por uma competição e assim a escolha recai, naturalmente, no campeonato. É pena que assim seja, a história do clube e a dedicação dos adeptos, que mais uma vez encheram o sector visitante, mereciam muito mais!

Mais uma eliminação numa competição que, em condições normais, estaria perfeitamente ao nosso alcance e nem a aselhice do árbitro no primeiro golo alemão justifica a derrota

O Benfica que se apresentou ontem em Frankfurt demonstrou exactamente as mesmas dificuldades do jogo da segunda mão da Taça de Portugal frente ao Sporting. Lento, sem ideias, a abusar no pontapé para a frente e sem pressionar o adversário no seu meio-campo. Sem surpresa, o resultado prático foi exactamente o mesmo. Mais uma eliminação numa competição que, em condições normais, estaria perfeitamente ao nosso alcance e nem a aselhice do árbitro no primeiro golo alemão justifica a derrota porque fomos absolutamente incapazes de criar perigo durante 90min. Pior, abdicámos de o fazer!


Mas vamos à análise individual dos nossos jogadores:

▶ Vlachodimos – 6/10

Continua a demonstrar algum nervosismo, especialmente nas saída da baliza onde mais parece um homem à procura do ponto G, mas fez algumas boas defesas que foram aguentando a equipa no jogo.


▶ André Almeida 5/10

Tarefa complicada perante o melhor jogador adversário, Kostic. Foi cumprindo lá atrás mas aparentemente o relvado tinha minas do meio-campo para a frente, porque raramente lá andou.


▶ Grimaldo 5/10

O nosso espanholito bem tentou, mas cada vez que subia era rodeado por 2 ou 3 Ivan Dragos que rapidamente o atiravam ao chão. Mesmo assim ainda sacou um ou dois cruzamentos perigosos que não foram devidamente aproveitados.


▶ Rúben Dias 5/10

Bateu tanto o bombo que ainda deve estar com o pé dorido. Um desses charutos originou o segundo golo alemão, num lance em que podia perfeitamente ter atrasado a bola para o GR. Defensivamente sentiu dificuldades, mas lá foi cumprindo.


▶ Jardel 4/10

Pareceu nervoso e sentiu muitos problemas em acompanhar os avançados adversários, mas não foi por aqui que perdemos. Cumpriu sem brilho.


▶ Fejsa 3/10

Podemos passar à frente? Não? OK.

Que dizer desta exibição do nosso tractor? Péssimo em todos os capítulos, nem defendeu nem atacou. Houve um lance na primeira parte em q