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O Vieira está com xixi

Andamos - nós os movidos a amor - desde o ano do “penta falhado” a repetir as mesmas coisas ao ponto de já nos custar repeti-las. Ontem, quando via mais um jogo deprimente da nossa equipa em Famalicão, com um amigo que padece de benfiquismo incurável como eu, lá veio a lengalenga a meio da segunda parte:


“Já nem sei o que dizer, é tudo tão deprimente”

*alguém faz um passe para a bancada*

“Podes crer, nem a merda da cerveja desliza como antigamente”

*alguém tropeça sozinho*

E de repente algum silêncio, provavelmente a pensarmos a mesma coisa: “vou por aí, ou não vou por aí? Estou tão cansado”.


Mas claro que fui, pela milésima vez.

“Epá, é a mesma merda que andamos a dizer desde 2000 e troca o passo, e é muito simples: uma equipa mais fraca de ano para ano, negociatas manhosas, zero ambição desportiva, dificuldades em competir com rivais falidos, ausência de democracia…”


Yada, yada, yada, yada, vocês sabem.

Mas há algo que me anima e que, honestamente, nunca me deixou ficar mal em horas de aperto: o Benfica somos nós. O Benfica é nosso e há-de ser.