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Gil Vicente 0 - 1 Benfica: Vitória na raça, no pragmatismo e na bancada

Hoje apetece-me começar a crónica revelando quem foi para mim o famoso e por vezes controverso MVP. Vinícius golo importante? Samaris a segurança que faltava? Taraabt o agitador? Vlachodimos o salvador da pátria? Não… O MVP esteve na bancada. Quando Bruno Lage na conferência de impressa pré-jogo dizia que era momento do Benfica perceber onde tinha de melhorar, os adeptos deram um passo em frente e alinharam-se na linha da frente rumo ao 38. Foi fantástico o apoio dado à equipa durante todo o jogo. Lage sentiu e reuniu as tropas no fim do jogo para o justo agradecimento à rapaziada benfiquista. É verdade que no Norte, por vezes temos jogos assim. Oxalá esta onda continue na Luz já na próxima quinta feira e se prolongue até ao fim da época. O Benfica precisa de nós, hoje foi prova disso mesmo. Mais cânticos, menos assobios, mais palmas, menos telemóveis. Agora, vamos até às 4 linhas.


A surpresa no 11 foi sem dúvida a inclusão de Samaris. Equilíbrio e consistência foram palavras chave proferidas por Lage antes do jogo. Samaris trouxe isso à equipa. Vinham sendo notórias as dificuldades no lado esquerdo da defesa e com o grego por ali, pelo menos neste jogo, esse problema não se repetiu. Ganham-se umas coisas, perdem-se outras. Mas olhando para este jogo e para a fase em que a equipa se encontra, esta entrada fazia sentido e sortiu o efeito desejado. Para a entrada de Samaris saiu Cervi, que era quem vinha auxiliando Grimaldo nas tarefas defensivas, mas deixava naturalmente a nu as fragilidades de Ferro. Taarabt subiu no terreno e esteve mais perto de Vinícius. Esta medida também trouxe o tal equilíbrio desejado, pois Taarabt apesar de subir muito bem, por vezes descompensava a equipa. Perguntamo-nos então porque resultava e bem a dupla Gabriel/Taarabt? Pois, a meu ver, resume-se à frescura física que permitia uma pressão mais constante e uma melhor reacção à perda. Por falar em frescura… Há casos gritantes de fadiga na equipa que hoje fizeram-se notar mais uma vez. Pizzi é sem dúvida o caso mais preocupante, mas Grimaldo e Vinícius não ficam muito atrás. Estes estoiraram por volta dos 60 minutos. Era aconselhável ter substituído pelo menos Pizzi e Vinícius mais cedo.


Na primeira parte estivemos muito bem. Entramos bem na partida, os índices de agressividade estavam no ponto e o Gil Vicente demorou muito até conseguir ter algum ataque. Marcamos o golo naturalmente e até podíamos ter ido para o intervalo com uma vantagem de dois golos.


Na segunda, o Gil subiu as suas linhas e equilibrou a partida. Para isto contribuiu não só algum nervosismo e fadiga na nossa equipa, mas também as substituições operadas por Vítor Oliveira. Este é para mim, dos melhores treinadores no nosso campeonato. Hoje viu-se novamente uma equipa bem montada e um treinado