leaderboard.gif

Rio Ave 1-2 Benfica: 3 pontos, nada mais

Enfim 3 pontos…. Confesso que o sentimento é de alívio e não de satisfação. Precisávamos desta vitória para alimentar a esperança de qualquer coisa, mas aquilo que realmente queremos é que este irreconhecível Benfica volte a encantar os seus adeptos.


Bruno Lage trouxe algumas mudanças na manga. As últimas exibições assim o exigiam. A principal alteração foi no esquema tático, onde passou do habitual 442 para um 433, com Weigl a posicionar-se à frente dos centrais e a dupla Adel/Gabriel alguns metros à sua frente. A outra mudança foi a troca de ponta de lança, relegando Vinícius para o banco de suplentes chamando Dyego Sousa à titularidade. Alguns adeptos, como eu, esperariam ver Samaris ao lado de Ruben Dias, mas tal não se sucedeu. Será que as mudanças táticas sortiram efeito? Na minha opinião não tiveram importância. O problema desta equipa é sobretudo mental. Sem atitude, confiança e vontade não há nenhuma formação no mundo que valha. Outro dos problemas tem sido a falta de liderança em campo, alguém que comande o leme do barco quando o "mar" está bravo. Daí a ideia Samaris no eixo da defesa, uma vez que não podemos contar com Jardel para os próximos tempos e Ferro tem sido a antítese daquele que vimos na época passada.


A primeira parte teve duas caras. Os primeiros 20 minutos do Benfica foram interessantes. A pressão estava a dar frutos e o Rio Ave, equipa que sabe tratar bem a bola, estava com imensas dificuldades em passar do meio campo. Até que, voltou o calvário das bolas paradas defensivas. A defesa treme a cada momento destes. Foi ingrato ver o Rio Ave na primeira vez que coloca a bola perto da baliza do Benfica fazer golo. Foi ainda mais frustrante ver que quem assiste Taremi é Dyego Sousa. Supostamente, um bom cabeceador e um jogador possante. A partir deste momento até ao intervalo voltamos a ver os fantasmas, as decisões erradas, o chuto para a frente, a falta de concentração e a inércia. Lembro-me de desejar o intervalo por volta dos 35 minutos, o que revelava bem o estado das coisas. Tivemos ainda a oportunidade de ver uma construção de jogo completamente desadequada ao contexto em que estávamos. Falo da construção a 3, com Weigl entre os centrais, em que a bola mal entrava num dos inexperientes laterais, era facilmente recuperada pela equipa vilacondense. O nosso jogo era previsível e completamente dominado. A exceção neste período foi um rasgo individual de Taarabt, contudo não sortiu efeito por míseros 17 cm. de Dyego Sousa.


Na segunda parte a equipa apareceu com menos fantasmas na cabeça e melhorou ligeiramente. A entrada de Seferovic para o lugar do desinspirado e azarado Dyego foi determinante para isso acontecer. O suíço trouxe frescura ao ataque e maior capacidade de pressão, tal como havíamos tido no início do jogo. Começamos por criar perigo num lance de bola parada e notou-se um jogo mais veloz do Benfica. A construção também sofreu alterações. Gabriel apareceu mais recuado no lado esquerdo, Weigl e Taarabt ligavam entre zonas interiores e os laterais que antes estavam sobretudo na linha de meio campo projetaram-se para o último terço. Esta fui uma mudança fundamental, que trouxe fluidez ao jogo, principalmente do lado esquerdo através de Nuno Tavares. Prova disso é o golo de Seferovic apesar deste ter sido obtido imediatamente após a primeira expulsão do Rio Ave. Seguiu-se um jogo em que o Benfica dominava, mas sem criar grande perigo a um Rio Ave bem organizado, mesmo estando com apenas dez jogadores. Mas esta mesma organização, caiu por terra quando ocorre a segunda expulsão. A partir daí o Benfica encostou completamente o Rio Ave, como seria de esperar. O que não se esperava era uma incapacidade tal para criar perigo à baliza adversária. Os cruzamentos eram demasiado denunciados, apenas Nuno Tavares e Chiquinho con