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Shakhtar Donetsk x Benfica: Exibição medíocre a deixar a eliminatória em aberto

Já íamos numa sequência de 3 jogos sem ganhar. Talvez fosse hora de acordar e de fazer uma boa exibição. Pelo menos uma exibição eficaz, à semelhança daquela contra o Galatasaray na Turquia, na época passada. O adversário, o Shakhtar Donetsk treinado pelo português Luís Castro. Para além do jogo ser no estádio do Metalist Kharkiv, a 300 KM de Donetsk, não jogavam um jogo oficial desde 14 de dezembro.



O onze era o esperado, tendo em conta o que se tem visto na Europa. Foi só aplicar Ajax para limpar, antes fosse o clube holandês, e a montra estava pronta para a exibição. Estranho só a ausência de Jota no onze, que parece estar queimado pelo treinador. Tino entrou para o lugar do suspenso Weigl, Chiquinho para o lugar de Rafa e Seferovic para o de Vinícius.



A primeira parte foi miserável. Se ainda não viu o filme Parasite veja, dura cerca de duas horas, três primeiras partes do Benfica devem chegar para ver o filme. Sempre tem mais emoção. O Shakhtar também não acelerou muito mas o Benfica conseguiu a proeza de não rematar à baliza. Os ucranianos marcaram ainda um que golo viria a ser invalidado pelo vídeo-arbitro. Podíamos ter ido para o intervalo a perder por 2 ou 3, mas fica apenas a bonita homenagem a Marega da parte dos jogadores do Benfica, que se recusaram a jogar futebol.



Quanto à segunda-parte, pasme-se, não jogámos nada. Nos primeiros 15 minutos, o Shakhtar mandou ao poste, obrigou Odysseas a fazer duas excelentes defesas e chegou mesmo dos pés de Alan Patrick. Apesar do nome que podia ser da época do Vietname, perante a passividade da defesa encarnada, rematou para o golo aos 56’. Se o “pasme-se” anterior foi irónico, este não o é. Pasme-se, cinco minutos depois o Benfica chegou ao golo através de uma excelente iniciativa de Tomás Tavares, que acabaria com a bola nas redes adversárias, mas que viria a dar penalti após possível fora-de-jogo, que seria convertido por Pizzi. Se esta explicação foi confusa, o golo também o foi e ainda não percebemos qual foi a decisão tomada pelo árbitro. Aos 69’, sai o cepo suíço para a entrada de Vinícius. Em nome do Benfica Independente, peço a todos que se tiverem vídeos dos treinos de Seferovic mandem para o Twitter @slbindependente . Talvez estes justifiquem a sua utilização. Ou isso ou tem nudes do Lage mas isso já não vos peço. Três minutos depois, duplo erro crasso de Rúben Dias na defesa a terminar golo dos ucranianos. Justíssimo, diga-se. Aos 81’ entrada de Rafa para o lugar de Chiquinho que não mudaria absolutamente nada. O ritmo continuava fraco, a qualidade de jogo era mínima, à semelhança dos últimos jogos do Benfica. Apenas uma equipa procurava o golo e não era a nossa. Aos 93’, entrada de Samaris, que apesar do tempo diminuto em campo, mostrou mais uma vez que merece jogar mais minuto pois não lhe falta intensidade, algo que o Benfica necessita atualmente. Contudo, num jogo em que se está a perder 2-1, tirar Pizzi para colocar Samaris demonstra a mentalidade sportingada do Benfica Europeu, cujo treinador “sentiu que era preferível segurar o resultado”.