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Sporting x Benfica: O regresso de Rafa a decidir o dérbi

Dia de dérbi. Um dia diferente dos outros todos. A noite nunca é fácil. Adormecer a pensar quem serão os marcadores, se jogará X ou Y e se ganharemos. Acordamos com um sorriso nervoso na cara, um sorriso de quem, apesar de estar confiante, teme que a confiança não chegue. Porque um dérbi é um jogo cujo resultado, assim como a figura do jogo, é muito difícil de prever. É um dia em que o comum mortal tem a possibilidade de perceber qual o assunto da conversa dos outros, pois o assunto é sempre o mesmo neste dia, o jogo.


A prenda de natal, apesar de atrasada, havia chegado uns minutos antes do jogo começar. Rúben Amorim, treinador do Braga, não quis pôr o coração de parte, vestiu o fato de Pai Natal e deu a oportunidade ao Benfica de se distanciar do Porto por 7 pontos. O Benfica, claro, quis homenagear e deixou as decisões para um antigo jogador do Braga.



O Benfica foi a jogo com 2500 guerreiros na bancada e 11 gladiadores em campo. Bruno Lage não quis arriscar, colocando André Almeida por Tomás Tavares e Gabriel com Weigl no meio-campo. No banco começavam aqueles que para muitos são dois dos melhores jogadores da liga, Rafa e Taarabt. Os adeptos encaravam o jogo com um misto de confiança e de receio. Por um lado, confiança pois o Benfica não perdia em Alvalade desde 2012, o momento do Sporting não era o melhor e o último confronto havia tido como resultado 5-0 para o Benfica. Por outro lado, receio do excesso de confiança visto que da última vez que o Benfica foi para um jogo grande com esta confiança acabou por perdê-lo. Sobre o Sporting, é sem pena nenhuma minha, que vejo o clube nestas condições, sem adeptos, sem jogadores e, como é hábito, sem títulos. Alinhou com 11 jogadores e um meio-campo que nos fez pensar que qualquer um dos nossos médios, até os que têm tempo de jogo reduzido, tinham lugar claro no onze deles.



O jogo começou muito bem para o campeão nacional. O plano de jogo estava bem estudado, pressão alta no ataque, obrigar o Sporting a sair a jogar pelo Doumbia, este último era a referência de pressão devido aos tijolos que possui e tentar roubar-lhe a bola para um ataque desiquilibrado em termos defensivos. Com bola, tentar chegar à área através de sobreposições ou de iniciativas de Pizzi ou Cervi de fora para dentro. Apesar de termos tido sucesso, não foi possível chegar ao golo. O Sporting arriscava em transições ofensivas rápidas, com passes longos, tentando ganhar as costas dos defesas através da velocidade. Basicamente, o que nós benfiquistas chamávamos "bater o bombo" com Rui Vitória. Na primeira parte, apesar de o Sporting ter tido a melhor oportunidade, numa bola ao ferro após erro de Ferro, o Benfica foi, no fim de contas, superior ao rival, criando mais oportunidades.



A segunda parte foi diferente, nos primeiros 10 minutos, os bombeiros de Alvalade a demonstrarem e