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45 anos da Revolução dos Cravos: o Benfica resistiu contra a Ditadura Salazarista


Em 1965, a ditadura do Estado Novo proibiu o Benfica de jogar amistoso na União Soviética. Na imagem, o time titular da época. Em pé: Germano, Perides, Raul, Cruz, Cavém e Costa Pereira. Agachados: José Augusto, Eusébio, José Torres, Mário Coluna e Antônio Simões (Foto: Reprodução/Twitter)

Neste dia 25 de abril de 2019, Portugal recorda e celebra o 45º aniversário da Revolução dos Cravos, movimento político e social que derrubou o regime ditatorial e fascista do Estado Novo, o qual durou de 1933 e 1974, e trouxe a Democracia de volta à Terrinha. Dos 41 anos de retrocesso e autoritarismo impostos pela Extrema Direita, 35 foram encabeçados pelo ultranacionalista Antônio de Oliveira Salazar (1889-1970). Ele se afastou do poder após sofrer um derrame cerebral, dando lugar ao seu primeiro-ministro Marcello Caetano (1906-1980), que prosseguiu com a perseguição aos opositores e a censura à liberdade de expressão.


O nome "Revolução dos Cravos" remete ao cravo, flor-símbolo do país. Revoltados com a recessão econômica e com o desgaste provocado pela Guerra Colonial, onde Portugal se recusava a reconhecer a independência de suas colônias na África e acabou estimulando a formação de movimentos guerrilheiros na Angola, em Moçambique e na Guiné-Bissau, os soldados das Forças Armadas articularam a derrubada do então presidente - àquela altura, Salazar já havia falecido. Após a concretização do plano, os militares rebeldes foram presenteados por cravos pela população, que celebrava o retorno à liberdade e via o general Antônio de Spínola assumir o poder. Deposto, Caetano se mudou para o Brasil, que naquele período vivia a Ditadura Militar (1964-1985). Em território brasileiro, seguiu carreira acadêmica na área de Direito e foi professor universitário. Faleceu no Rio de Janeiro.