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Benfica reconquista Portugal com futebol bonito e sangue nos olhos


Maior campeão nacional, o Benfica conquista o Campeonato Português pela 37ª vez! (Foto: Divulgação/SL Benfica)

O técnico Bruno Miguel Silva do Nascimento, que adotou o sobrenome Lage em homenagem ao seu pai, Fernando, tinha uma enorme bagunça para arrumar quando aceitou a missão de assumir o elenco principal do maior clube de Portugal. O Benfica vinha de surpreendente derrota de 2 a 0 para o Portimonense, estava a sete pontos do líder Porto em plena 15ª rodada da Primeira Liga e corria sério risco de ficar fora da próxima edição da Uefa Champions League. Além disso, o legado deixado pelo antecessor, Rui Vitória, era deprimente: futebol de doer na vista, jogadores desmotivados e torcedores irritados. E a tabela do restante da temporada reservava partidas muito difíceis para os Encarnados nos Açores, em Guimarães, em Moreira de Cónegos, em Braga e na Vila do Conde, clássico no Estádio do Dragão e dérbi no Estádio José Alvalade. A missão, evidentemente, era complicadíssima. Mas, como a vida nos ensina, as dificuldades fazem parte da história dos campeões - e o futebol é uma extensão da vida.


A verdade é que o alto escalão do Sport Lisboa e Benfica, na metade da temporada, não ganhou somente um técnico, mas também um líder, cujas virtudes já eram conhecidas pelos rapazes do Benfica B, frequentadores da parte de cima da Segunda Liga. O depoimento do mister na entrevista coletiva após o triunfo de 4 a 2 contra o Rio Ave, no Estádio da Luz, pela 16ª jornada da Liga, em 6 de janeiro, diz muito sobre quem ele é e sobre quem seriam os seus comandados de lá para cá. "Quando fui apresentado, senti no olhar dos jogadores que eu seria o líder deles. É algo que acontece de forma muito natural. Neste momento de transição de trabalho, é importante nos sentirmos confortáveis e passarmo