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Boa sorte, Darwin

Darwin Nunez chegou a Portugal com o peso dos milhões nas suas costas e com poucos anos de futebol a alto nível. Percebia-se o potencial tremendo que as suas capacidades físicas lhe conferiam, mas cedo também se entendeu as enormes dificuldades do ponto de vista técnico. Era um jogador com características impressionantes, mas ao mesmo tempo com lacunas bem detetáveis. Um avançado pronto “a explodir”.


Darwin Nunez sai do SL Benfica, duas épocas depois, por valores astronómicos e em 2021/2022 acabou por ter uma temporada fantástica a nível pessoal (golos e importância na equipa). Ele sabia do seu potencial, mas notou-se que estava muito ansioso por querer mostrar o seu valor. Queria fazer tudo à pressa (sabe que a velocidade é uma enorme valia do seu futebol) e essa ânsia prejudicou decisivamente a sua tomada de decisão (fosse ela um passe ou remate).

Mesmo sem o conhecer no dia-a-dia, sinto que é alguém que gosta muito de aprender e quer muito evoluir naquilo que sabe ter dificuldades. E assim aconteceu.



A confiança foi subindo com golos, mas a melhoria técnica na receção, decisão e passe à baliza foi evidente no final da temporada mesmo ainda tendo de crescer nesse aspecto. A facilidade com que ganha espaços, seja a ir para a baliza, seja no corredor esquerdo principalmente são próprios de um avançado cuja potência física natural é fabulosa de tal modo que lhe resolve problemas que outros mais dotados de talento não conseguem. Pode evoluir também no jogo de cabeça e no ataque aos cruzamentos. Se assim for, poderá ser um Matador.


Com Jurgen Klopp e os obstáculos/características da Premier League pode atingir ainda níveis superiores e chegar perto do top mundial. Boa Sorte, Darwin!


▶ Texto enviado pelo benfiquista João Nuno.


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