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Porque Voto em Branco?

Acima de tudo, porque a alternativa que teima em surgir, não me conseguiu convencer.

Vou tentar explicar de uma forma simples e clara.

Nunca votei em Luis Filipe Vieira, porque tenho uma coisa que se chama memória. Estive em 2000, na fila que começava onde é hoje o Colombo, para tirar Vale e Azevedo do caminho que se preparava para trilhar no nosso clube. E não tive problema nenhum em votar em Vilarinho, com esse objetivo.

3 anos depois, Luis Filipe Vieira é eleito para Presidente do Sport Lisboa e Benfica e nunca mais deixou o lugar. E nas sucessivas eleições, o voto foi sempre da mesma cor: o branco. No sentido em que não reconheço a Vieira a capacidade de liderar de forma clara e sustentada o clube, entrando sempre numa espiral de contraditório e de falta de coerência que me assusta, para quem gosta mesmo muito do clube (conforme ele diz).

Em 17 anos, o Benfica mudou e mudou muito. E mudou positivamente, no sentido em que se adaptou ao mundo do futebol moderno, tornando-se uma empresa no sentido de gerir um clube de futebol, mas muitas vezes, não conseguindo fazer a diferença entre vencer no campo ou vencer nas contas.

Em 17 anos, é fácil encontrar coisas boas, mas também más, que são essenciais e fulcrais para fazer o clube crescer e aprender, mas houve alturas, muitas, onde nós próprios, os sócios, deixámos a onda passar e ir e não intervimos.

A questão da alteração de estatutos foi uma, os campeonatos pós-primeira passagem de Jesus ao FC Porto outra, as prestações na Champions League, mas acima de tudo, o discurso, fosse ele do Presidente, do CEO ou de outros elementos da direção do clube e da SAD saia sempre ao lado do que realmente acontecia.

E por isso, mas por muito mais, nomeadamente na questão do sócio Luis Filipe Vieira, ou na sua condição de Presidente do Alverca, ou em várias medidas e maneiras que tinha em Assembleias Gerais faziam e fazem com que nunca lhe tenha dado os meus votos.

Não vou falar sequer de negócios que envolvem o Benfica e pessoas do Benfica e que implicaram e implicam com o atual funcionamento do clube.

20 anos depois, muitos vociferam pelas redes sociais que é necessário voltar a fazer o mesmo percurso de 2000 e tomar a mesma iniciativa de mudar de Presidente? Mas a custo do quê?

Não vou sequer contar com Rui Gomes da Silva, quanto mais não seja pelo passado político, mas acima de tudo pelo tempo enquanto esteve na direção do clube e nas alturas em que deveria ter empregue o seu estatuto de benfiquista, nunca o fez, preferindo o desejo pessoal de continuar a aparecer e a ter tempo de antena, em vez de assegurar que o Benfica e o benfiquismo que tanto apregoa estavam bem entregues.

Não conto também com Bruno Costa Carvalho, que ao longo dos anos, consegue ser como aqueles galos que avistamos nos telhados de algumas casas, onde o vento o encaminha consoante a vontade.

E o movimento “Servir o Benfica” só veio demonstrar na minha opinião que a procura pelo destaque era a principal razão de ser de um ex-proclamado (ou ainda será) presidente de uma associação de adeptos benfiquistas, como se houvesse melhor associação de adeptos benfiquistas que o Sport Lisboa e Benfica.

Cingo-me portanto, à real alternativa que já existe desde Junho e que será a principal concorrente ao atual Presidente do Benfica: João Noronha Lopes.

Antes de mais, é bom ver que muitas figuras se associam ao senhor. É sinal de que o Benfica tem essa facilidade. A divergência de opiniões deveria ser a norma e não a exceção. E por isso, e isto é um desabafo meu, espanta-me que as AG do Benfica continuem sempre com o mesmo número de presenças, onde as grandes exceções são sempre derivadas dos resultados desportivos do clube, nomeadamente no futebol.