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“Quem ama futebol, ama o Benfica”

A frase que tanto impacto teve e tanto deu que falar, naqueles que foram os primeiros passos do nosso mister Roger Schmidt quando chegou a Lisboa, para dar início à sua função como treinador do Maior Clube do Mundo. A verdade é que agora olhando para trás e pensando, percebemos que este amor, esta comunhão entre adeptos, equipa e treinador começou precisamente nesse momento.

A nova época trazia todo um misto de desconfiança depois de um ano com resultados catastróficos a nível interno, amenizados por uma prestação europeia a honrar os pergaminhos do clube, nós adeptos, olhávamos para tudo com a sensação de “como é que será possível mudar tanto em tão pouco?”. Faltava-nos um timoneiro, faltava-nos qualidade no plantel, faltava-nos libertar contratos que estavam a pesar nas finanças e a sensação era a de que seria praticamente impossível conseguir mudar tudo isto num mero par de meses. A verdade é que cedo a direção meteu mãos ao trabalho e ainda antes de findar a época transata chegamos à contratação de Roger Schmidt, um treinador alemão, que grande parte dos Benfiquistas apenas conhecia por treinar o PSV, que eliminamos nos play-off de acesso à Champions League e que ficou marcado pela forma como o PSV tinha jogado um futebol muito atraente e com muita qualidade. Apesar disso, chegava um pouco como uma incógnita, como um treinador estrangeiro que desde início começou a ser olhado de lado por “não conhecer as manhas do tugão” e rapidamente o Benfica iria perceber que tinha sido um erro não escolher um treinador português.

No entanto, este senhor não podia ter melhor entrada, com as declarações “quem ama o futebol, ama o Benfica” , e logo a partir desse momento, falando por experiência própria, o meu coração ficou a ser conquistado porque quer se queira quer não, é daquelas frases, daqueles momentos que têm impacto e que começam a unir todos aqueles que amam o nosso clube.

Aos poucos o plantel começou a ser formado, a pre época deu início, conseguimos aceder a alguns jogos de pre-época e praticamente desde os primeiros minutos começamos a perceber as intenções do nosso mister e do que ele cria impor, a alta intensidade, a pressão alta, ritmo competitivo elevado, um pouco aquilo que quem acompanhou as equipas anteriores dele com mais detalhe poderia identificar. O tempo foi passando, via-se a intenção de definir um 11 base e a equipa estava a dar uma resposta que começava a entusiasmar, jogos no Algarve de deixar água na boca para qualquer um de nós. A pré-época foi decorrendo e culminou na conquista da Eusébio Cup, que apesar de ser um “jogo particular” é uma homenagem ao nosso Rei e que já há muito tempo que não ficava onde deveria sempre ficar, no Museu Cosme Damião. Estava tudo apostos para começar a temporada 2022/2023 e 3 meses depois desse início estamos com 23 jogos, 19 vitórias e 4 empates, 1.º lugar no campeonato nacional com uma vantagem de 8 pontos para o 2.º lugar, um apuramento para os 16avos da Taça de Portugal e, especialmente, uma passagem aos oitavos de final da Uefa Champions League no primeiro lugar do grupo.

O que me vem à alma, ao fim de todos estes meses, é poder agradecer o trabalho que o nosso treinador fez em ter renascido um clube que nos últimos 3 anos tem sido uma sombra daquilo que a nossa História exige, podemos não ganhar o que quer que seja, podemos morrer na praia, mas acredito que a competência com que temos trabalhado, a seriedade com que vamos passando de jogo para jogo sem sobrancearias, sem euforias, é mais do que possível chegar até onde todos nós queremos chegar.

Obrigado Roger Schmidt por teres trazido de volta esta comunhão que torna este clube numa força inquebrantável e imparável que leva a onda vermelha para onde quer que nós vamos jogar e que nos coloca sempre mais próximos de ganhar.

De um Benfiquista para os Benfiquistas, Viva o Benfica.


▶ Texto enviado pelo benfiquista Duarte Dias.


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