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Rio Ave x Benfica (2-3)

O Benfica entrava em campo pressionado pela vitória do rival na Madeira e sabendo que a decisão do título estaria obrigatoriamente adiada para a última jornada. Na verdade, este jogo foi inglório para o Rio Ave porque já entraram a perder 0-1. Aquela recepção incrível ao nosso autocarro e o apoio esmagador vindo das bancadas benfiquistas garantiram que o factor casa fosse nosso e acredito que isso tenha dado a tranquilidade necessária à equipa para entrar no jogo com confiança.


Felizmente a pressão extra de saber de antemão o resultado do adversário directo, graças à organização deficiente da inenarrável Liga de Proença, nunca se verificou em campo, pelo menos não mais que o demonstrado nos últimos jogos, e aos 3min já estávamos a vencer aproveitando um corte defeituoso de um defesa da casa. Os registos históricos dirão que este foi mais um golo marcado por Rafa, mas estou perfeitamente convencido que, na verdade, foi de todos os benfiquistas presentes em Vila do Conde. Enormes!


Assistimos a um jogo interessante, apesar de muitas vezes mal jogado. Tanto o Rio Ave como o Benfica criavam perigo através de transições rápidas aproveitando o desnorte do meio-campo contrário. Este tem sido o grande defeito da nossa equipa desde a lesão do Gabriel: perdemos capacidade de passe, posicionamento defensivo e ofensivo, e a pressão é feita de modo um pouco anárquico. Assumo que meti as mãos à cabeça mais do que uma vez ao assistir às investidas contrárias entrando pelo nosso meio como uma faca quente em manteiga… mas felizmente tudo correu bem e acabámos por aproveitar também o enorme espaço concedido pelo adversário.


De resto, registo para mais um golo do João Félix e outro de Pizzi, este culminando uma bela jogada colectiva. Pelo meio sofremos 2 golos perfeitamente evitáveis que tiveram origem em dois erros defensivos básicos: num o Galeno centra à vontade no meio de 3 jogadores nossos que estavam marcar com os olhos; no outro o Rúben Dias saiu disparado da sua posição para fazer pressão mais à frente, deixando corredor livre para o eterno Tarantini fazer um golo fácil.


Mas vamos à análise individual dos nossos jogadores:

Vlachodimos7/10

Na semana em que se falou da contratação de Cillessen, o nosso Odysseas deu uma resposta à altura com 2 ou 3 defesas de grande nível que evitaram outros tantos golos do Rio Ave. Visto que só falta uma jornada, acham que dá para contratar outro GR para o motivar mais um jogo? Pensem nisso. O Varela não vale. Nem o Roberto.

André Almeida 6/10

Jogo certinho, como é seu apanágio, mas escusava de ter feito um Bergessio apenas com o GR vila-condense pela frente. Desta vez não fez nenhuma assistência, o que é estranho tal a cadência de ofertas aos companheiros durante esta época.

Grimaldo 5/10

Andou meio escondido e sentiu dificuldades perante adversários rápidos e fortes, mas fez mais uma assistência para golo e por isso tudo fica perdoado.

Rúben Dias 5/10

Regresso do rei do carmageddon à titularidade com responsabilidade directa no primeiro golo do Rio Ave. Não sei bem o que lhe passou na cabeça para ter saído disparado da posição deixando um adversário livre de marcação nas costas… às tantas imaginou que estava a conduzir na rotunda da Luz e o Nuno Santos era um adepto do Benfica!

Ferro 6/10

Jogo certinho, transmite muita segurança aos colegas de sector e é cada vez mais o patrão da defesa. Aquela imagem de punho cerrado para motivar os companheiros diz tudo!

Florentino 4/10

Custa-me criticar o nosso diamante africano, mas tem demonstrado que ainda está verdinho para estas andanças. Ainda sente muito os momentos do jogo: afunda-se quando a equipa está a sofrer e transforma-se em super Tino quando estamos em cima do adversário. Temos de ter paciência, vale a pena esperar por ele.

Samaris 7/10

Já renovou? Não? Então do que estão à espera?

Fez ao Coentrão aquilo que qualquer um de nós faria na mesma situação e reza a lenda que o carocho ainda está de mão estendida à espera que o ajudem a levantar. Not in Samaris watch!

Pizzi 7/10