Sou mulher e gosto de futebol, e então?
- Magda Pedro

- 8 de mar. de 2019
- 2 min de leitura
Quem me conhece sabe que sou das pessoas que menos ligam a dias como o de hoje (08 de Março - Dia da Mulher), no entanto quis partilhar um desabafo convosco.
Com o passar dos anos fui-me apercebendo que, num contexto de desporto/futebol, por vezes a minha opinião não era bem-vinda pelo simples facto de ser mulher. Como se fosse estranho ir a um jogo de futebol apenas pelo jogo em si e não para apreciar a beleza do jogador X ou Y, saber o que é um fora-de-jogo ou para que serve a meia-lua (estás neste momento a pensar para que serve a meia-lua, certo?).
Em boa verdade sempre preferi uma bola às bonecas, um fato-de-treino a vestidos, sapatilhas (ou ténis, como vocês gostam de dizer erradamente) a saltos altos.
Cresci no seio do futebol e do Benfica e junto dos mais próximos nunca senti qualquer tipo de discriminação, sempre fui pela mão do meu Pai sem qualquer problema. Onde ele fosse, eu ia também.
Em boa verdade sempre preferi uma bola às bonecas, um fato-de-treino a vestidos, sapatilhas (ou ténis, como vocês gostam de dizer erradamente) a saltos altos. Em vez de ir às compras, sempre preferi passar 90 minutos a ver um jogo de futebol. É assim desde os meus cinco anos de idade quando passava tardes inteiras com o meu Pai pelos campos do futebol Distrital de Santarém. O Benfica não jogar em casa não era desculpa para não ir ver uma partida qualquer.
Hoje em dia, e apesar dos tempos serem outros, ainda há um longo caminho a percorrer (como uma espécie de Benfica pós Rui Vitória, mas num período mais extenso)
Mas nem tudo são rosas e tenho mil histórias que podia contar.
És olhada de lado no estádio se pedes penalty, dizes uma asneira ou reclamas fora-de-jogo: "olha aquela que nem sabe o que é um fora de jogo".
Hoje em dia, e apesar dos tempos serem outros, ainda há um longo caminho a percorrer (como uma espécie de Benfica pós Rui Vitória, mas num período mais extenso). Acreditem que há mulheres que preferem um estádio numa noite fria de Dezembro a um centro comercial quentinho. Existem muitas mulheres que sofrem tanto ou mais que os homens com 22 gajos a correr atrás de uma bola. Ser mulher e gostar de futebol não tem de ser olhado com estranheza, vivemos e sentimos o jogo da mesma maneira que todos os outros.
Agradeço a quem pensou e criou o Benfica Independente por me ter convidado a dar a minha opinião sobre o Benfica e futebol. Sei que, pelo menos aqui, a minha opinião é válida e levada a sério.
Obrigado a todos vocês que nos respeitam!
(Agora podemos voltar a pensar em segunda-feira, porque isto de ser dia depois de o Benfica não ganhar é um problema!)





Também sou mulher e cresci ouvindo que futebol não era “coisa pra gente”. Mesmo assim, nunca deixei de gostar — e gostar de verdade: acompanhar campeonatos, discutir escalações, entender regras como o impedimento ou o uso tático da meia-lua. Com o tempo, percebi que sempre havia um olhar de desconfiança quando eu falava sobre o assunto, como se estivesse apenas repetindo algo que ouvi de algum homem. Hoje, levo isso com mais leveza, mas continuo firme no meu direito de gostar do que gosto. A paixão pelo esporte é universal, não tem gênero. Conheci recentemente o site https://esportiva-bet.br.com/app/ onde dá pra ler muito sobre apostas esportivas e análises de jogos — mesmo que eu não aposte, gosto de acompanhar esse…