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Andebol 2018/2019 – Análise

A época da equipa de andebol do Sport Lisboa e Benfica chegou ao fim, e aguardava esta época com expectativas. Na época passada, apesar de termos completado 10 anos sem ganhar o campeonato, o andebol de qualidade praticado pela equipa, que culminou com a conquista da Taça de Portugal, abria boas perspectivas para o futuro. No final, apesar do início prometedor, a época acabou por redundar num fracasso e levanta muitos pontos de interrogação nesta equipa.


Para esta temporada, os reforços anunciados foram o guarda-redes Borko Ristovski e o ponta-direita Carlos Martins, reforços para duas das posições onde a equipa estava mais carenciada. Quanto à posição de lateral-direito, tudo indicava que Carlos Resende iria dar uma nova oportunidade a Stefan Terzic, apesar deste continuar afastado por tempo indefinido. Já com o campeonato a decorrer, seria anunciado o francês Kévynn Nyokas, que regressava ao activo após ter estado retirado por uma temporada para tratar os seus problemas nos joelhos.


A pré-temporada iniciou com um jogo particular no pavilhão da Luz contra o HBC Nantes, que terminaria com uma vitória a favor da equipa francesa por 29-31. Apesar da derrota, a equipa encarnada tinha mostrado uma boa réplica face aos vice-campeões europeus. A pré-temporada viria a terminar com a equipa de Carlos Resende a conquistar o Torneio Internacional de Viseu.

No primeiro jogo oficial, a equipa viria a conquistar a Supertaça frente ao Sporting CP, com uma vitória categórica por 29-24, num jogo onde a dupla Seabra/Belone esteve imparável no ataque e o reforço mais sonante Borko Ristovski mostrou logo toda a sua qualidade. As expectativas iam ficando maiores, mas toda a gente sabia que numa prova de regularidade as coisas funcionavam de forma diferente.



O Benfica arrancou o campeonato sem grandes sobressaltos, vencendo os seis primeiros jogos, até que na sétima jornada estava agendada uma deslocação ao pavilhão João Rocha para defrontar os bicampeões nacionais. Num jogo em que a nossa equipa chegou a ter quatro golos de vantagem, a arbitragem polémica acabou por inverter o rumo dos acontecimentos, com os leões a venceram por 24-23. Algumas jornadas mais tarde, o Benfica viria a perder em casa do FC Porto por 28-24. A situação não era fácil, mas o campeonato estava longe de estar comprometido.


Pelo meio, a equipa também participou na Taça EHF. Depois de na segunda eliminatória a equipa ter eliminado os islandeses do FH sem grandes dificuldades, jna terceira eliminatória acabámos por enfrentar os alemães do TSV Hannover, onde a equipa viria a perder por 41-36 na Alemanha. Seria necessário um Benfica a roçar a perfeição para conseguir a reviravolta na eliminatória, mas o empate que se verificou no final do jogo na Luz não correspondia às aspirações encarnadas. Pela segunda época consecutiva, o Benfica falhava o acesso à Fase de Grupos da Taça EHF.


Até ao final do ano, surgiram outras más notícias para o andebol encarnado. Fora anunciada a transferência do lateral-esquerdo Alexandre Cavalcanti para o HBC Nantes. E num jogo em casa do ISMAI em Dezembro, o central Pedro Seabra fracturou o braço e ficou afastado das quadras durante cerca de três meses.


Na segunda volta da Fase Regular, a equipa do Benfica continuava a correr atrás do prejuízo e seria nos últimos três jogos que poderiam dar uma cambalhota na classificação que podia ser decisiva. Porém, a equipa encarnada sucumbiu em casa contra o FC Porto por 24-26. Três dias depois, recebeu o Sporting CP no mesmo pavilhão e num jogo onde esteve em desvantagem durante grande parte do tempo, a equipa de Carlos Resende acabou por ter uma reacção notável, conseguindo dar a volta ao resultado e selando a vitória com Borko Ristovski a defender um livre de 9 metros cobrado por Carlos Ruesga ao cair do pano.


Esta vitória tinha tudo para ser o ponto de viragem na época de que a equipa precisava, mas no final não passou de sol de pouca dura. Depois da vitória do Sporting CP, a equipa empatou em casa do Belenenses na última jornada da Fase Regular e no jogo seguinte, é eliminado de forma humilhante da Taça de Portugal, ao perder por 23-18 contra um ABC que realizou a sua pior temporada da década.


Restava o campeonato pela frente, mas como uma desgraça nunca vem só, a equipa de Carlos Resende entrou na Fase de Apuramento de Campeão com o pé esquerdo, ao perder em casa do Sporting por 29-22. Depois de duas vitórias suadíssimas contra Belenenses e Águas Santas (ambas por um golo de diferença), o Benfica ficaria arredado do título com uma nova derrota caseira contra o FC Porto por 23-28. E, tão mau como o resultado, foram as declarações polémicas de Carlos Resende após o jogo.


Apesar da vitória contra o Sporting no jogo seguinte, o campeonato já estava feito. Apesar da Vitória no Dragão Caixa (31-34), a equipa do Benfica não foi além de terceiro lugar, terminando uma época que somou desilusão atrás de desilusão. O FC Porto foi um justo campeão. O técnico Magnus Andersson implementou novas ideias e novos métodos de trabalho na equipa azul e branca, o que se traduziu numa equipa com um colectivo forte e bastante trabalhado, superiorizando-se a um Sporting que possuía novamente um plantel de luxo, mas que não tinha um colectivo a altura.


Agora farei aqui uma análise individual a alguns jogadores e a alguns aspectos da equipa do Benfica: