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E Pluribus Unum mais do que nunca

Temo que muitos dos meus consócios não tenham ainda percebido a particular importância do período que agora vivemos na história do Sport Lisboa e Benfica. Ao fim de três anos sem nada ganhar, o clube tenta com uma direcção há relativamente pouco tempo eleita reentrar no caminho dos títulos.

Vivemos a primeira época em que a presente direcção arranca já sem a incómoda e inconveniente herança de Luís Filipe Vieira que era Jorge Jesus, e, pela primeira vez em muito tempo, o Benfica volta a ter um treinador cuja contratação assenta numa lógica de estratégia e conhecimento desportivo e não se prende com relações de amizade do presidente. Rui Costa teve tempo de montar a sua equipa e implementar a sua visão para o clube. O plantel regista já algumas entradas de jogadores que se espera que acrescentem valor e a expectativa é razoavelmente elevada entre os adeptos, expectativa essa também justificada pela qualidade exibida nos jogos de pré temporada já realizados.

Infelizmente permanece na sombra o "fantasma" da anterior direcção que parece não ter percebido que o seu tempo acabou. Ver o mais fiel vassalo de Luís Filipe Vieira criticar na CMTV a gestão que está a ser feita pela direcção de Rui Costa devia só por si ser suficiente para alertar todos os Benfiquistas da vontade que na cabeça do anterior presidente permanece de retomar o lugar que ocupou durante quase 20 anos.

A forma peremptória como Luís Filipe Vieira numa entrevista recente rejeitou a possibilidade de voltar a presidir o Benfica não deve tranquilizar ninguém pois estamos a falar de alguém que se habituou a enganar os Benfiquistas da mesma maneira que respira.

Democracia interna obsoleta, negócios pouco claros e transparentes, oposição silenciada, agressões a sócios em plena AG do clube, desrespeito por opiniões contrárias no canal de TV que deve ser de todos os Benfiquistas, compadrio com inimigos assumidos do Benfica e flagrantes lapsos de gestão desportiva e estratégia competitiva fazem parte de um passado muito negro que a todos os Benfiquistas cabe impedir que volte a ser presente.

A memória do Rui Costa jogador para sempre lamentará que o Rui Costa dirigente não tenha sido capaz de ver aquilo que saltava á vista de qualquer adepto informado e agido em conformidade. Porém, no momento em que escrevo, o que se exige é um olhar para o futuro e reconhecer os sinais positivos que, a meu ver, nos tem sido dados.

Compete-nos garantir a esta direcção presidida por Rui Costa as condições de estabilidade para levar a cabo o seu mandato e, sem prejuízo da cultura de exigência que nunca poderá faltar num clube habituado a ganhar, assumir que a eventualidade de a bola bater no ferro e não entrar não nos poderá levar a criar uma onda de instabilidade em torno da equipa que volte a dar força e voz àqueles que apenas querem voltar a servir-se do clube de todos nós. Repito, eles estão atentos.

Estejamos nós também.

E Pluribus Unum


▶ Texto enviado pelo benfiquista Isaías Reis.


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