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Futsal 2018/1019 - Análise


O jejum foi quebrado. Após três temporadas a seco (maior seca de campeonatos do futsal encarnado), o Benfica matou o borrego e conquistou o oitavo campeonato na modalidade. Foi a terceira reconquista da temporada.


Após uma época em que se assistiu a uma das finais mais renhidas de sempre, a felicidade acabaria por sorrir aos leões nas grandes penalidades. Apesar disso, houve vários sinais positivos a retirar dessa temporada que serviram como base no planeamento desta época. A equipa segurou a sua espinha dorsal e reforçou apenas as posições onde estavam mais carenciados: com a chegada de Fits, a equipa ganhou um pivot que fosse uma referênca fixa no ataque que faltou na época anterior; e com Marc Tolrá, a equipa ganharia mais um fixo para fazer frente aos pivots do rival da Segunda Circular.


As impressões dadas na pré-temporada foram muito positivas, com a equipa a conseguir derrotar o Inter Movistar e o Magnus Futsal na Futsal Masters Cup, para além de ter ganho 4 torneios particulares. No arranque oficial da época, a equipa deu continuidade à sequência de vitórias.


No início de Outubro, a equipa disputou a Main Round da UEFA Futsal Champions League, onde a equipa conseguiu terminar na liderança do Grupo, em igualdade pontual com o FC Barcelona mas com maior diferença de golos, conseguindo assim tornar-se cabeça de série no sorteio da Ronda de Elite.


No campeonato, a equipa continuou com a sequência vitoriosa, com destaque para a vitória por 4-1 sobre o Sporting CP no Pavilhão Fidelidade, que colocaria os encarnados a cinco pontos de vantagem sobre os verde e brancos (fruto de um empate dos leões contra o Quinta dos Lombos).


Em Novembro disputou-se a Ronda de Elite da UEFA Futsal Cup, onde os rivais de Lisboa voltariam a encontrar-se. Apesar do Benfica ter sido cabeça de série do sorteio, não organizou a Ronda de Elite, que então ficaria a cargo do Sporting CP, que ficaria sorteado no mesmo grupo do Benfica. Com o Sporting a jogar sempre depois do Benfica em cada jornada, saberia assim qual o resultado que lhe convinha, conseguindo chegar assim ao derby da decisão com maior diferença de golos.


No derby, o Benfica entrou melhor e fez o 0-1 por intermédio de Robinho. Mas já à beira do intervalo, um livre de 10 metros mal assinalado daria o empate à equipa da casa. Na segunda parte, assistiu-se a um Sporting a segurar o empate a todo o custo, empate esse que esteve quase a ser desfeito quando André Coelho atirou uma bola à barra já no último minuto, mas o resultado não se alterou mais e o Sporting carimbou o acesso à Final Four.


Podem dizer o que quiserem, mas a mim ninguém me tira este pensamento da cabeça: embora tenha havido outra nuances que tiveram influência no apuramento do Sporting, se o Benfica tivesse organizado a Ronda de Elite, podia muito bem ter erguido o troféu de campeão europeu no lugar dos leões.


Entretanto, o Benfica continuou a arrepiar caminho no campeonato e em Janeiro teria a primeira conquista da época. No Pavilhão Multiusos de Sines, os encarnados revalidaram a conquista da Taça da Liga, eliminando o Futsal Azeméis nos quartos-de-final, o Módicus nas meias-finais e derrotando o SC Braga/AAUM na final por 3-0. Restavam mais duas competições pela frente.