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Hóquei em Patins 2018/2019 – Análise

A pior temporada da história eclética do Benfica dos últimos anos. É o que tenho a dizer desta equipa de hóquei em patins. A verdade é que esta época foi um fracasso em todos os aspectos e muitas são as questões que se colocam à volta a equipa.


A preparação e o planeamento desta temporada foram muito mal feitos em vários sentidos. Primeiro que tudo, pela opção de renovarem contrato com Pedro Nunes, depois de um final da época anterior em que a meu entender, tinha ficado visível que o seu ciclo tinha chegado ao fim.

Os jogadores contratados foram o internacional argentino Lucas Ordoñez (em troca com João Rodrigues), o internacional espanhol Albert Casanovas, o guarda-redes Marco Marros e o defesa/médio Xavier Cardoso. O jogador contratado ao AD Valongo acabou por rescindir contrato ainda no início da época, devido a um problema de saúde que lhe comprometia uma carreira profissional.


Depois da equipa ter ficado em terceiro lugar na Elite Cup, iria iniciar o campeonato com um ciclo terrível de jogos, onde nas oito primeiras jornadas receberia o FC Porto e iria jogar ao João Rocha, a Oliveira de Azeméis, a Barcelos e a Valongo. O início até foi positivo, onde nas quatro primeiras jornadas, o Benfica empatou em casa do Sporting e derrotou a UD Oliveirense e FC Porto.

Porém, na quinta jornada, a equipa seria derrotada de forma humilhante pelo HC Braga por 6-3. E esse seria o pronúncio de que o pior ainda estava por vir. Na jornada seguinte, seguiu-se um empate a três bolas em casa do Óquei de Barcelos. E em Dezembro, um empate a quatro golos consentido em casa do AD Oeiras ditou o fim da linha para Pedro Nunes. Uma saída que na minha opinião, ocorreu com uns meses de atraso.


Pedro Nunes seria substituído pelo seleccionador espanhol Alejandro Domínguez. Chegado ao Benfica, o treinador argentino entendeu que a equipa estava muito mal fisicamente e por isso, decidiu sobrecarregar a equipa com sessões duplas de treino, de modo a tentar recuperar os índices físicos. Esta carga física extra que a equipa sofreu a meio da época teve o seu preço nos jogos e nos primeiros tempos de Domínguez, a equipa empatou contra Oliveirense e Sporting de Tomar, e perdeu contra o Sporting CP e o FC Porto. Até ao final do campeonato, anda sofreu derrotas em casa contra AD Valongo e AD Oeiras.

Dadas as circunstâncias, as hipóteses que já eram escassas de conquistar o campeonato foram completamente hipotecadas, restando apostar todas as fichas na Taça de Portugal e na Liga Europeia.


Na Liga Europeia, a equipa esteve npresente num grupo absurdamente acessível com o Noia, HC Monza e HC Montreux, tendo terminado em primeiro lugar com 16 pontos. Chegado os quartos-de-final contra a UD Oliveirense, a equipa encarnada rubricou duas exibições bastante competentes, que carimbaram o acesso à Final Four, e mostravam que esta equipa era capaz de mostrar muito mais do que estava a mostrar.

Chegada a meia-final contra o Sporting CP no João Rocha, a equipa demorou demasiado tempo a entrar no jogo. A perder por 4-1 a cerca de dez minutos do fim, a equipa encarnada teve uma reacção notável e conseguiu empatar o jogo, mas um golo de Gonzalo Romero acabaria por dar nova vantagem aos leões e carimbar a passagem à final.


Restando a Taça de Portugal disputada no fim-de-semana a abrir o mês de Junho, na meia-final contra o Sporting CP, assistiu-se ao melhor Benfica da época. Apesar de estar a perder por 2-0 logo no início do jogo, a equipa encarnada teve uma reacção de campeão, estando a vencer por 5-3 ao intervalo, registando-se depois um 7-3 no final do jogo.