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Mens sana in corpore sano

Fugir com o rabo à seringa. Ora aí está um ditado que, por estes dias, não pode fazer parte do vocabulário dos nossos heróis. Estão demasiado perto de fazer explodir de alegria milhões de benfiquistas. Uma explosão que atingirá os quatro cantos do mundo. E os golos, esses, podem também surgir de cantos, que nós cantaremos o vosso nome até que a voz nos morra. Não me lixes, Benfica.


Numa altura destas o que não pode faltar é motivação. Quando se está tão perto de alcançar o principal objectivo da época, cada um dos jogadores tem a obrigação de se transcender em todos os aspectos do jogo. Deve estar fisicamente bem, concentrado, saber o seu papel dentro de campo e conhecer o seu adversário. Actualmente, todos os jogos são preparados ao mais pequeno detalhe, e são esses detalhes que os podem decidir: um passe bem feito e o golo fica perto; uma recepção falhada e está o caldo entornado. Nas duas finais que faltam (ou talvez uma) nada pode falhar, mas sabemos que os jogadores que correm em nosso nome são humanos e os erros podem acontecer. Nesse momento só temos de os apoiar e puxar ainda mais por todos eles. Por eles e pelos adeptos que estão ao nosso lado. Pelos que estão ao nosso lado e pelos que estão numa qualquer tasca, numa qualquer terriola deste país. Esse é o espírito que se pede nos Arcos e depois na Luz.


É nossa responsabilidade, e prazer, fazer das tripas coração pela nossa equipa, mas não somos nós que, fisicamente, corremos pelos relvados. Cada um dos que entrarem em campo no domingo terá de desempenhar as suas funções sabendo da responsabilidade que tem aos ombros. A pressão é real e de alguns jogos para cá, principalmente em Braga e frente ao Portimonense, a equipa tem acusado um pouco dessa pressão. É natural, já que alguns nunca estiveram nesta posição, como Odysseas, Ferro, Florentino ou Félix. Até mesmo os mais experientes têm cedido um pouco. O nervosismo quando entram em campo tem sido palpável e o medo de falhar tem sido gritante. Acredito mesmo que haja alguma tensão. A época já vai longa, teve altos e baixos, mudança de treinador, críticas e assobios, mas estamos tão perto... Nos Arcos, é necessária muita concentração e deixar o nervosismo negativo dentro do balneário. Importante também a gestão de expectativas. É preciso ter mente sã em corpo são. Os mais velhos no clube têm de assumir, sem rodeios e devaneios, o papel de líderes. Jardel, Salvio, Almeida, Pizzi e Jonas, entre outros, terão de puxar dos galões. Rúben Dias, que parece ter nascido para capitanear o Benfica, terá de assumir a defesa. Se remarem todos para o mesmo lado, se estiverem todos a pensar no mesmo, há bem mais do que 37 razões para ganharem o jogo.


Benfica, a gritar por ti, quando o autocarro arrancar de Lisboa, quando chegar a Vila do Conde e durante o jogo, estará uma incomparável massa adepta que nunca vai desistir de ti. Que dará tudo o que tem para que fim festejemos em conjunto.