Mourinho e o paradoxo das segundas épocas: insistir ou virar a página?
- Textos enviados p/ benfiquistas

- 21 de abr.
- 2 min de leitura
▶ Texto enviado pelo benfiquista Santiago Ferreira
Queres publicar um texto no nosso site? Envia por email ou pelo formulário do site.
NOTA: A opinião aqui transmitida é da inteira responsabilidade do seu autor e não representa, necessariamente, a opinião do Benfica Independente.

Na história do Sport Lisboa e Benfica, a paciência raramente foi recompensada. São poucos os treinadores que falharam o título na época de estreia e, ainda assim, receberam nova oportunidade para depois se sagrarem campeões.
A lista é curta — e quase esquecida. Ted Smith falhou em 1948/49, mas viria a conquistar o campeonato em 1950/51. Já Toni protagonizou um caso ainda mais curioso, dividido em duas passagens pelo clube: na primeira, falhou em 1987/88 antes de vencer em 1988/89; anos mais tarde, regressou, voltou a não ser campeão em 1992/93 e acabaria por conquistar o título em 1993/94.
Casos raros que mostram como a continuidade nem sempre é política do clube — e ainda menos uma garantia de sucesso.
É neste contexto que surge a dúvida: deve o Benfica manter José Mourinho caso o título escape esta temporada — cenário que, à data, parece praticamente inevitável?
A questão ganha outra dimensão quando se olha para o histórico do treinador. Mourinho construiu parte da sua carreira precisamente sobre reações fortes após épocas incompletas. No FC Porto, não conquistou o campeonato na sua primeira época, mas dominou em 2002/03. No Real Madrid, perdeu para o Barcelona antes de responder com um título recordista em 2011/12. E no Chelsea FC, após falhar em 2013/14, voltou ao topo na época seguinte.
O padrão existe — mas também levanta uma questão essencial: até que ponto a história individual de um treinador pode sobrepor-se à identidade e exigência de um clube como o Benfica?
Entre a exceção histórica e o perfil de Mourinho, abre-se um dilema. Manter pode significar acreditar numa reação à imagem do passado. Mudar pode ser seguir a tradição encarnada de pouca tolerância ao erro.
No fim, a estatística permite tudo — até justificar decisões opostas. O que ela não garante é o desfecho.





Acho que se deve trocar de treinador e trazer mais um camião de novos jogadores. Como tem resultado espetacularmente e' continuar com essa senda de virar treinadores como quem vira frangos. Melhor ainda e' trazer um treinador com um sistema e tática completamente diferente dos outros 3 que la estiveram nos ultimos 5 anos. Agora e' que e' vamos ganhar 15-0!