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Os tomates do quintal, os tomates do Seixal

A Guloso foi criada em 1945. A Guloso é uma marca portuguesa e é lider de mercado no seu segmento. A Guloso cria e prepara os melhores produtos derivados do tomate: do concentrado à polpa, do pelado ao ketchup. Em Portugal, todos conhecem esta marca, mesmo quem não a compra, e há muitas outras marcas que se pelam pela qualidade destes tomates. No plano internacional, a Guloso também é uma marca conhecida (e reconhecida). Claro que não é a mesma coisa que uma Heinz ou uma Hellmann's mas é sabido que as outras marcas globais são sempre mais fortes, têm mais dinheiro e competem noutros campeonatos. Mas ninguém duvida que a Guloso é gigante, que tem uma oferta de qualidade e diversificada, ou seja, produz e aposta na sua própria matéria prima. Só a concorrência feroz é que a leva a ter de comprar outra matéria prima e vender a sua. É que as marcas globais estão cada vez mais poderosas. Portanto, não basta ter tomates para ganhar. É que os tomates da Guloso até podem ser bons, saborosos e ser um sucesso em Portugal, mas para serem uma referência internacional é preciso muito mais. É preciso dominar no laboratório, em campo, no mercado, e juntar-lhes o ingrediente secreto: paixão.


A alegoria é clara: um clube é muito mais do que uma marca. O Sport Lisboa e Benfica é muito mais do que uma marca, mesmo que seja a principal na sua área de negócio. Claro que o Benfica pode ser gerido como uma empresa ou uma marca, estes tempos assim exigem, mas o Benfica é muito mais do que isso. Nenhuma marca enche um estádio só porque as pessoas gostam muito dela. Só se cria ligação quando há emoção. E somos o Sport Lisboa e Benfica porque temos uma História gloriosa e porque queremos ter um futuro brilhante. Não podemos abdicar de ser os maiores de Portugal e maiores do que Portugal, é com esta exigência que crescemos.

Confesso que a minha batalha não é o presente, mas antes o futuro, defendo o Benfiquismo. E, tal como no discurso anterior, não digo que haja benfiquistas de primeira ou de segunda. Não há certo e errado. O mundo não tem de ser dicotómico. Não acho que alguns sejam melhores do que outros porque viram mais jogos, têm mais anos de sócio ou apoiam direções sem questionar nada. Mas, e falando apenas na minha interpretação do que é o benfiquismo, acredito que é fundamental perceber a relevância das Assembleias Gerais e suas votações, defender os estatutos, proteger o emblema, conhecer a História e memória do nosso clube. Mais do que clientes gulosos de promoções e ativações de marca, urge sermos Benfiquistas plenos, a toda a hora, em todo o lado. Eu sei, e reitero, que há espaço para todos neste Benfica uno e múltiplo, por isso, respeitem as opiniões divergentes no café, no trabalho, nas redes sociais. Ser Benfica é ouvir, questionar, falar, cantar e lutar por este clube. É aceitar que não estamos tão mal como estivemos no passado, mas que ainda há muito caminho para andar. É exigência máxima, sempre!

E pluribus unum.

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