leaderboard.gif

Por que é absolutamente normal Jorge Jesus trocar o Flamengo pelo Benfica




No Brasil, as mesas redondas dos maiores veículos de comunicação dedicam muitas horas aos clubes das regiões Sul e Sudeste, principalmente do eixo Rio de Janeiro-São Paulo, e poucos minutos aos clubes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Com o futebol internacional não é diferente: fala-se muito sobre as ligas da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França – ainda assim, com foco maior em um grupo seleto de times: o Big Six inglês, os poderosos Real Madrid e Barcelona, a Juventus de Cristiano Ronaldo, a dupla de Milão, o poderoso Bayern e o PSG de Neymar Júnior, sobretudo –, enquanto as demais têm pouco espaço no noticiário. Portanto, infelizmente, é natural que muitos comunicadores e torcedores daqui encarem com espanto, e até mesmo com desprezo, a mudança de planos do técnico Jorge Jesus, que deixou o Flamengo, clube mais popular do país e atual campeão da América do Sul, e arrumou as malas rumo ao Benfica, que acaba de perder o título da liga portuguesa para o rival Porto e não joga uma final de Liga dos Campeões desde 1990.


Contudo, diferente do que o senso comum imagina ou defende, essa mudança de ares não é nem um pouco absurda. Muito pelo contrário: mesmo com os maus resultados recentes dentro de campo, que são consequências de um planejamento mal executado pela diretoria encabeçada por Luís Filipe Vieira para o ciclo 2019-2020, o Benfica é capaz, sim, de oferecer condições financeiras a ponto de