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Um mundo sem pedras da calçada

Voltemos às Terras do Desembargador, ao Campo da Feiteira, ao Campo de Sete Rios ou mesmo ao Estádio das Amoreiras. Voltemos aos tempos de António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, José Rosa Rodrigues, Daniel Brito, Eduardo Corga, Henrique Teixeira, Carlos França, Abílio Meirelles, Amadeu Rocha e Manuel Gourlade, António Severino, Francisco Calisto, Francisco dos Reis Gonçalves, João Gomes, João Goulão, Joaquim Almeida, Joaquim Ribeiro, Jorge Augusto Sousa, Jorge da Costa Afra, José Linhares, Manuel França, Raul Empis, Virgílio Cunha e Cosme Damião. Voltemos a uma equipa de amigos e desportistas. Voltemos ao Sport Lisboa.


11 de setembro de 2019: a bola bateu na barra. Ficamos com meio mundo a culpar as regras do jogo, o árbitro (como é hábito), o sistema e tudo mais, pelo que os departamentos de comunicação trabalharão bastante nos próximos dias. Outra metade suspira de alívio, afinal tudo não passou de um grande nada. Os outros departamentos de comunicação também trabalharão bastante nos próximos dias. É assim o mundo a preto e branco do futebol.


Este pode não ser o dia mais negro da nossa história. Mas teremos sempre uma sombra a pairar sobre nós. Tal como outros, em Portugal ou no estrangeiro, inocentes ou culpados, teremos sempre uma sombra a pairar sobre nós. E somos os únicos responsáveis por isto. Tínhamos uma ferramenta poderosa para garantir que a honra, o bom nome e a memória do Sport Lisboa e Benfica não eram traídas: o voto. Tínhamos e temos. As Assembleias Gerais e as eleições são o momento mais importante de um clube porque são elas que legitimam as ações individuais e coletivas. Não podemos continuar a votar em quem não respeita o nosso passado, em quem despreza o nosso presente e consporca o nosso futuro.


O Sport Lisboa e Benfica foi pensado e criado por quem deu mais do que recebeu, por quem tomou banhos de água fria e por quem andou de malas às costas. O meu Benfica era isto e acredito que, felizmente, ainda há muitos que lutam por este Benfica (mas com água quente, pelo menos). Pelo contrário, esta nova marca global apenas quer saber de cimento, euros e reconhecimento empresarial interpares. Compreendo, mas desprezo. Querem uma marca valiosa? Façam-na, mas, por favor, não sujem o nosso nome. Deixem-nos o Sport Lisboa e Benfica e fiquem com o "B", com o Farol, com o fogo de artíficio para cliente ver, com as músicas da moda e com as famosas pedras da calçada, que mais não são do que pirite, um verdadeiro ouro dos tolos.


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