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Vertonghen e a “linha de três”


Enquanto aguardamos a contagem dos votos, vamos falar de bola. Ponto prévio: nunca fui um grande entusiasta da táctica dos três centrais — ou se quiserem, a contemporânea “linha de três”. Todavia, face ao que tenho observado dos jogos do Benfica nesta temporada - e mais do que isso, às características dos jogadores -, acredito que é a mais adequada nesta fase.

Jesus referiu há dias algo do género: “hoje em dia o futebol está a mudar, já não podes estar agarrado apenas a um sistema táctico”. Ok, JJ, então a minha questão é: porquê insistir num modelo que funcionou lindamente, há seis anos, COM JOGADORES EXCEPCIONAIS e querer replicá-lo com um quadro de jogadores incapaz de responder ao 4x42?

Não que tenhamos brilhado a grande altura com os três atrás (não brilhámos em rigorosamente momento nenhum este ano), mas parece-me que dadas as características dos nossos jogadores, a equipa fica mais equilibrada e nem por isso menos ofensiva, senão vejamos:

1) os nossos laterais têm muita qualidade ofensiva e são frágeis defensivamente;

2) é impossível jogar com o Taraabt a “8”. É muito giro, cuecas e tal, mas quem se lixa é o Weigl;

3) os nossos “artistas” da linha da frente ficam mais livres para criar, sem terem de estar constantemente a fazer piscinas;

4) Otamendi, Vertonghen e Veríssimo até são dos nossos melhores jogadores;

4) Vertonghen tem sido dos melhores esta época e não merece de todo o banco.

E por hoje é tudo, saudações benfiquistas.